Acabei hoje de manhã de ler um livrito que andava pa ler à uns tempos: 'O 7º Papiro' de Wilbur Smith.
A história é relativamente simples: um túmulo de um faraó perdido nas eras é buscado pelos protagonistas, Royan Al Simma e Nicolas Quenton-Harper, e com muita dificuldade obtêm-se alguns tesouros sendo a maioria deles doados ao museu do Cairo.
A ideia do livro em si até tá engraçada, mas eu acho que foi feito com dinâmica de filme de mais. Passo a explicar: na altura do livro em que os protagonistas desenvolvem a maior parte da sua relação amorosa é também a parte mais morosa em que se encontram à procura do dito túmulo, em que se dá muito ênfase aos promenores e à caracterização acabando por tornar essa secção do livro um pouco 'cheia'. Com muito pouca acção relevante, a maioria das pessoas desiste nestes bocados xD
Quando finalmente as coisas se tornam interessantes e que aí sim poderiam servir de mais promenores e metáforas e tudo o mais que servisse para enaltecer a grandiosidade e magnificiência do túmulo e construção do mesmo, é que o autor resolve catapultar uma série de acontecimentos seguidos de tal forma que mal podem ser absorvidos própriamente. Apesar de ser um livro deve ter dinâmica, sim, mas não se deve aproximar da dinâmica do filme.
Em relação à história penso que é uma base sólida, era uma história com muitos finais possíveis e o autor escolheu o 'final feliz'. A forma como se livrou dos oponentes dos protagonistas são deveras interessantes: um morre numa luta com Nicolas na água, em que o mesmo arremessa a cabeça do oponente para um ramo e espeta-o na zona da nuca; outro morre ao tentar sair duma caverna, ao ser comido por enguias tropicas gigantes; um terceiro morre numa queda de helicópetro; e, por último, o 'mauzão supremo' morre de uma morte lenta ao ficar preso no túmulo do faraó Mamose pela água do rio Dandera que cobriu a entrada no túnel, acabando por ficar sem luz, água ou mantimentos.
É um livro agradável de ler, tem umas partes chatas e outras um pouco melhores, e nem se demora muito a ler. Tem perto de 500 páginas. Se não gosta da cultura egípcia nem dos mistérios que a mesma encerra, não aconselho o livro. No geral este livro não é mau, mas também não o aconselho pois não é certamente um dos melhores que já li.
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