segunda-feira, 24 de junho de 2013

eu, só, simples e triste

Todos tem um rumo - sou inundada de feeds do facebook a proclamar o fantástico término do curso de uns, o fantástico trabalho de outros - a fantástica e radiante vida de todos.

E no entanto, eu estou aqui. Eu, só, simples e triste, eu como sou há algum tempo. Parada, de rabo sentado num sofa, com os manuais, livros, cadernos, folhinhas e papelinhos, que me servem de prisão.

Dou o meu melhor ao estudo e à concentração, mas retornam-me sorrisos tortos e trocistas dos quais nao consigo fugir. O meu melhor há muito que não serve, não chega. O cheiro de falhanço impregna o ar à minha volta e tudo o que toco e faço.

Um rumo, é tudo o que quero. Não estou a pedir, é só uma afirmação, quem tem de o descobrir sou eu. Mas enquanto não tenho um sofro todos os dias, choro de angústia e um nó impede-me a fala.

Só quero ter um rumo, para deixar de ser eu, só, simples e triste.

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