Cria-me de novo como sou
Mostra-me outra vez quem sou,
Devolve-me o que o tempo tirou
Para me dar o rumo que com o tempo voou.
Olha-me nos olhos, mais uma vez,
Cria-me à tua maneira, desta vez,
Arrebata-me e tira-me deste inferno
Coloca em mim, de novo, o sentimento terno.
Será que o problema sou eu?
Que com o tempo tudo remoeu?
Fui eu que fiz, fui eu que impulsionei?
Ai, ajudem-me!, porque eu não sei!
Porque é que estou assim?
Será que não me conheço nem a mim?
Porque crio o que não posso suportar?
Será que sou assim tão cruel?
Não basta por umas palavras no papel,
Temos de nos recriar para ninguém magoar.
Bolas! Tudo parece simples visto de fora
Mas não passa de uma ilusão.
Desculpa-me por ter magoado o teu coração,
Desculpa-me ter dado esperanças agora,
Desculpa-me por ser como sou,
Desculpa-me por ser como o vento que passou.
Peço perdão por te magoar,
Peço perdão por te fazer sangrar,
Peço perdão pelo tempo que perdes-te,
Peço perdão pelo aperto que sentis-te,
Peço perdão por tudo o que te fiz,
Peço perdão pelo que a minha boca diz.
Arrependo-me pelo que te fiz,
Arrependo-me por tudo o que saiu da minha boca,
Arrependo-me pelo o que pensei sem sair da minha toca,
Arrependo-me pela situação em que sofrer te fiz.
Não me desculpo por não te fazer sofrer mais tarde,
Não me desculpo por querer tentar ser tua amiga,
Não me desculpo por não querer manter esta briga,
Não me desculpo pelo vazio que sem ti arde.
Não peço perdão por tentar melhorar,
Não peço perdão por tentar não te magoar,
Não peço perdão por esmagar os restícios do meu coração,
Não peço perdão, porque não foi em vão.
Não me arrependo de ter sido sincera contigo,
Não me arrependo de tentar ser honesta para ti,
Não me arrependo de tentar criar espaço para mim e para ti,
Não me arrependo de esmagar o que resta de mim por castigo.
Só lamento tudo o que se passou, nada mais. *ironia*
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